
(Carlos Drummond de Andrade)
Amanhã, que é um dia tão divulgado pela mídia, eu não poderia deixar de expor aqui o que eu penso. Belíssimo o texto de Drummond. Idealiza o "amor" e o relaciona até com o polêmico "amor à primeira vista".
Nós, mulheres, temos uma certa tendência a acreditar no príncipe encantado. A querer acreditar que seremos as escolhidas a viver um grande amor daqueles que lemos em romances ou assistimos em filmes.
Tudo balela.
Não é que eu esteja dizendo que o amor não existe nem nada do tipo. Vejo muitas histórias de arrancar lágrimas dos mais insensíveis. O que eu quero dizer é que esse amor "perfeito" não existe.
Na minha concepção eu vejo a paixão como o primeiro passo - a química e uma vontade absurda de ver novamente "aquela" pessoa. Nesse meio tempo a gente acaba, sem querer, idealizando a pessoa. Isso porque até então tudo é um mar de flores.
Depois, se der certo e se ambos quiserem apostar num relacionamento, é que vem a prova de fogo. Vem o dia-a-dia, os problemas, o desgaste e é aí que você realmente vê quem é quem. A vontade de estar junto pode prevalecer ou não. Se prevalecer e aguentar o tranco dessa vidinha complicada eu diria que este é um relacionamento que está bem próximo do amor.
Eu acredito que o amor é a maturação de um relacionamento. É o companheirismo, a cumplicidade e o abraço nas horas difíceis. É o riso, é o sexo, é a brincadeira e a gastação um com o outro.
Enfim, é o lado bom e o lado ruim.
Com todo o respeito a Drummond... Contos de fada não existem, ne?