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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O new deal verde global

É fato que a sociedade vêm se preocupando cada vez mais com a situação do aquecimento global. O que era levado na brincadeira - como um capítulo irreal de ficção científica - há trinta ou quarenta anos atrás, hoje, é levado bem a sério. Também é certo que não há mais a possibilidade de fechar os olhos diante da realidade. Infelizmentente, o ser humano tem a tendência de ignorar os problemas e empurrá-los para debaixo do tapete e o que acontece com o passar dos anos é que este mesmo tapete fica cheio demais. Assim, a sujeira acaba por escapar pelos cantos revelando o tamanho da imundice acumulada.

Mas antes que haja desespero é preciso acreditar que é possível reverter a situação. Aconteceu ano passado ano duas conferências globais em Copenhague. Uma pequena regida por cientístas e outra de líderes mundias juntamente com a representação de algumas ONGs de grande porte. Em ambas o que foi colocado em pauta é a necessidade de se estabelecer um new deal verde global que deve ser construído em cada país.

Na conferência pequena que ocorreu em Maio do ano de 2009 e reuniu cerca de mais de 2 mil cientistas, a mensagem final foi de conclusões fundamentais combinando alertas duros e propostas viáveis de solução. A mensagem diz que as tendências observadas de aquecimento estão numa trajetória inaceitável e que há o risco de que acelerem e terminem por levar a mudanças climáticas abruptas e irreversíveis. Um aumento de temperaturas médias superiores a 2ºC não seriam suportadas pela sociedade em geral, especialmente, os países mais pobres que não teriam como suportar os resultados.

Eu fico revoltada com certas coisas que leio pela internet. O ser humano é apenas um animal - um animal racional. E exatamente por ser racional que deveria trazer benefícios ao planeta e não destruí-lo ou ficar sentado inerte pensando nas próximas férias enquanto come um hamburguer com coca-cola. As vezes minha irritação é tanta que eu me pego a pensar em como seria JUSTO que o planeta se revoltasse de vez contra nós humanos. E é isso que vai acontecer mais cedo do que se pensa se nada for feito. Eu estudei muito sobre aquecimento global. Fiz trabalhos e é a linha que quero seguir - a de Direito Ambiental. Sou jovem, mas não sou idiota - eu leio, eu penso, eu estudo!

Vejo blogs radicais dizendo que o aquecimento global é uma fraude e percebo que existem pessoas concordando. Não suporto radicalismo de nenhum tipo e acho que radicalismo é sinônimo de ignorância, também acho imbecilidade acreditar que tudo é Teoria da Conspiração. Será que realmente precisamos ser cientistas estudiosos no assunto para ver que no Brasil - um país tropical - houve um furucão (o furacão Catarina)? Algo que nunca antes havia ocorrido num país da América do Sul!

Neste blog em especial o autor diz que o CO2 é uma fraude. Que na verdade a poluição causada pelo homem é insignificante para o efeito estufa ocorrer. Resumindo: a taxa de coloboração do homem na emissão de CO2 são de míseros 0,12%. Você acredita nisso? O ser humano com uma população de mais de 6 bilhões de habitantes no mundo todo! Sendo que este número têm a tendência de crescer cada vez mais. Resumindo: Somos a espécie que mais cresce vegetativamente no planeta Terra - nenhuma outra se compara a nós. E, diferente dos outros animais, nós exigimos do planeta mais do que ele pode nos dar.

Em 1994 havia no Brasil um carro para cada 10,4 habitantes. Hoje, a relação é 7,9 pessoas por carro. Apesar da evolução, a quantidade de carro por habitantes no Brasil é muito pequena, comparando com os países desenvolvidos. Os Estados Unidos são o país que tem maior número de carros em relação à sua população: 1,3 habitante/carro. Em seguida vêm a Itália (1,5) e Austrália (1,6). Japão, Canadá, Espanha e Alemanha têm 1,7 carro por habitante.

Ok, agora eu me pergunto: como podemos ter uma mísera taxa de 0,12% de emissão de CO2 responsável pelo efeito estufa? Somente se baseando pelos dados acima - tirando as inúmeras fábricas espalhadas mundo afora, por exemplo.

Bom, mas voltemos ao CoP 15: os chefes de estado e diplomatas responsáveis por dar à sociedade mundial referências claras e instrumentos efetivos para o combate às mudanças climáticas falharam em Copenhague. Mas a esperança se renovou. Colocar 120 líderes mundiais, juntos e pressionados pela opinião publica já é muita coisa. O mesmo podemos dizer da inédita atenção que o tema teve das empresas, da mídia, dos políticos e do público em geral. Mesmo ainda sem uma boa base para políticas públicas, são conquistas irreversíveis.

Foi feito em dois dias algo que nunca antes havia acontecido. O movimento Tic Tac Tic Tac reuniu 15 milhões de assinaturas em Copenhague e mais de 100 mil pessoas marchando no dia 12 de Dezembro. Também foi o movimento Tic Tac Tic Tac e seus parceiros que influenciaram a posição do Brasil no CoP 15.

Se é possível fazer alguma coisa para sobrevivermos, acho que deveríamos fazer, não? O planeta vive sem os humanos, mas nós não vivemos sem ele.

Sermos apenas parasitas irá ter uma repercussão no futuro. E acredito, eu, que não será muito boa.



Fontes: Scientific American - Ed. 03 (Terra 3.0 - O aquecimento da Atmosfera); http://www.webmotors.com.br; http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/ee/Aquecimentol1.html; http://www.tictactictac.org.br; http://en.cop15.dk

terça-feira, 13 de outubro de 2009

As Olimpíadas de 2016

Primeiramente devo dizer que não sou nem pró Lula nem contra Lula. Acho que qualquer forma de radicalismo é ruim porque não aceita opiniões diversas, não tem uma abertura geral da situação, da realidade e isso é péssimo tanto para a pessoa radical em si, que se torna extremamente alienada, quanto para a sociedade em geral. Mas devo dizer também que, particularmente, identifico-me bem mais com a esquerda do que com a direita. Esclarecida, então, a minha visão política vamos a minha humilde opinião sobre as Olimpíadas de 2016.

Quando soube que as Olimpíadas seriam no Rio de Janeiro a primeira reação que tive foi neutra. Nem fiquei feliz e saltitante e nem triste e cabisbaixa. Disse à mim mesma: "Antes de tudo vou analisar as consequências políticas disso para o Brasil, favoráveis ou não". Afinal, não sou letrada em política e ainda não sei o que juridicamente as Olimpíadas iam representar para o nosso país internacionalmente.

Esperei até o dia seguinte, pois teria aula de Ciência Política e nada melhor do que esclarecer essas dúvidas com o meu professor. A aula daquele dia era sobre democracia e, no meio dela, meus colegas dispararam a perguntar sobre as Olimpíadas de 2016 no Rio (nem precisei esperar o fim da aula). Meu professor é extremamente humilde e a aula dele, para mim, com certeza, é a melhor de todas. Ele deu de ombros e disse mais ou menos assim:

"Bom, para o Rio de Janeiro as Olimpíadas serão excelentes, mas para o resto do Brasil não creio que será o mesmo. A partir do momento em que o Rio de Janeiro foi escolhido para ser sede das Olimpíadas, o Brasil teve que assinar um contrato internacional no qual ele se responsabiliza por melhorar, consideravelmente, os meios de transporte, os pontos turísticos e a violência no Rio de Janeiro. Caso não sejam feitas tais melhoras, ele sofrerá uma pena internacional pré-estabelecida. Obviamente que o Brasil não irá querer sofrer essa penalidade de caráter internacional, portanto, em longo prazo, as arrecadações feitas pelo Estado brasileiro irá em boa parte para o estado do Rio de Janeiro. As verbas já são muito mal distribuídas e isso irá se intensificar. O Brasil inteiro vibrou, mas o cidadão que vive, por exemplo, na Amazônia mal sabe que a verba que ia para o seu estado será potencialmente desviada para o Rio de Janeiro".

Uma aluna perguntou, nesse momento, o que o governo Lula deixará para o Brasil no fim das contas.

"Entre todos os governos desde 1988, com certeza, o governo Lula foi o que mais investiu em ações sociais. Mesmo que esse negócio de bolsa família seja mais uma medida eleitoreira que social, relembremos nossos presidentes anteriores: Sarney, Collor, Itamar, FHC.
Por exemplo, vejamos as universidades públicas. Elas estavam em caos! E na era FHC muitos diziam que seria o fim das universidades federais e estaduais. Alguns até pensaram em estipular uma mensalidade que seria paga por todos aqueles que não entrassem pelas cotas e isso só não ocorreu porque os estudantes de dentro das universidades se rebelaram.
O fato é que a Universidade Federal (que antigamente mal conseguia pagar a conta de luz, água e o papel higiênico - posso dizer isso com todo embasamento, pois naquela época eu era professor da Universidade Federal da Bahia) hoje pensa em finalmente, depois de um congelamento de mais de onze anos, aumentar o salário dos professores, incentivá-los à pesquisa e melhorar as condições da infraestrutura das universidades. Além disso, o número de universitários dobrou e, mesmo que eu ainda diga que a escola pública deveria ter sido o primeiro local - pois é a base - para sofrer esse tipo de estatística, ainda sim não deixa de ser uma melhora".

Depois disso não pude fazer outra coisa a não ser concordar com o que ele disse (em tudo). Eu mesma, por exemplo, sou filha de dois professores da UFBA e lembro daquela época como se fosse hoje. Uma época de vacas magras - de greves constantes e de insatisfações (de alunos e professores). Hoje, entratanto, as coisas vem melhorando vertiginosamente. E não é preciso ser filha de professores da Universidade Federal, ser o próprio professor ou aluno para ver o óbvio.

Discutir política, de fato, é uma arte que deveria ser uma capacidade inerente a todos, mas que infelizmente não é. Creio eu que política não é impulsividade, mas sim uma análise profunda de benefícios ou maléficios a curto ou longo prazo. É rever historicamente erros e acertos e tentar fazer diferente em prol de você mesmo, em prol do próximo e de todos que estão por vir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Querida infância...

Hoje é um dia especial. Homenageando esses pequenos seres que um dia serão grandes: nossas crianças (nosso futuro).

Minha mãe sempre disse que não há sensação melhor do que a de abraçar uma criança e senti-la estreitando os seus bracinhos sobre nós. Creio que ela tem razão. A energia de pureza e inocência, além da magia encantadora de acreditar num mundo lindo e surreal são exclusividade dessa fase maravilhosa chamada infância.

Hoje peguei-me relembrando de mim mesma quando pequena; tão cheia de sonhos e fantasias. Naturalmente tive que crescer e muitos desses mesmos sonhos e fantasias perderam-se no tempo ficando, entretanto, a nostagia e a doçura da lembrança. Ainda conservo dentro de mim alguns resquícios da criança que eu fui outrora e que ainda vibra, corre, brinca, ri de bobagens, que não gosta de calúnias, mentiras e vive o momento com plenitude.

Tornar-se adulto é inevitável, porém pra quê mudar o que há de bom existente na crinça que um dia você foi? Para quê tornar-se sempre sério quando você pode gargalhar e sentir as bochechas e a barriga doerem de alegria?

Às vezes, em meio a inocência de uma criança existe uma maturidade incrível; uma visão que muitos perdem com o passar dos anos: a sensibilidade.

Assista:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sensação de dever cumprido

Ontem foi o último dia de apresentação do minicurso sobre Bullying em que eu e mais alguns colegas ministramos. Estávamos cansados e queríamos terminar logo. A escola pública na qual ficamos responsáveis era na Cidade Baixa, ou seja, extremamente longe do lugar onde estudávamos ou morávamos. Nesses cinco dias de aula foi uma tarefa árdua se deslocar da Cidade Alta para a Cidade Baixa... Extremamente árdua.

Mas ontem, quando finalmente demos por encerrado o minicurso, a sensação que se apoderou sobre mim foi maravilhosa. Aqueles adolescentes naquele dia estavam atentos e pareciam beber nossas palavras. Na parte das dinâmicas eles participaram e respeitaram a vez do outro. Mesmo que a gente não tenha conseguido alcançar uma conscientização plena em todos, sinto que uma sementinha foi plantada e uma melhora aconteceu. Ao menos agora eles sabem das consequências de seus atos...

Todos os meus colegas sentiram o mesmo. Estávamos cansados, mas felizes. Mesmo com todas as adversidade, os problemas com o equipamento de áudio-visual, o estresse para fazermos tudo a tempo; sabemos que fizemos o melhor que podíamos.

Ministrar esse minicurso ajudou, consideravelmente, a tirar o meu tempo livre, dificultar os meus estudos na faculdade, impossibilitar-me de atualizar o meu blog e ler os blogs amigos... Mas, mesmo assim, algo muito maior ficou, algo que não sei dizer o que é, mas que mexeu comigo. Foi difícil, muito difícil, mas vi uma realidade totalmente diferente da minha e agora sinto-me mais apta para escrever sobre eles, pensar sobre eles e, até mesmo, criticar nosso sistema educacional.

Um sistema educacional precário que não incentiva a sede de conhecimento dos jovens, muito pelo contrário, até desestimula. Ao mesmo tempo, entretanto, vi que a vice-diretora e alguns funcionários daquela escola eram doces de pessoas que fizeram de tudo para que ministrássemos nossas aulas com o material que havíamos preparado, mesmo com todos os problemas que apereceram. Portanto, creio que há esperança e sei que sempre haverá enquanto houverem pessoas dispostas a fazerem a diferença.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dancem, Macacos, Dancem!



Pois é, agora vou dançar. Digo... Estudar.


(Amanhã tenho prova de Direito Civil)

sábado, 15 de agosto de 2009

CECI

Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas! Estou sem tempo de passar nos blogs que normalmente leio e eu fico tão agoniada quando vejo as atualizações e a falta de tempo para ler. Eu fico aqui morrendo de vontade (virou um vício - risos) de ver os posts, de comentar... Ai que tortura! Minha faculdade ta me tirando o couro, mas vou ler com calma e com muito carinho ainda essa semana!

Novidades! Fiz minha inscrição no CECI (Centro de Cidadania) no qual eu vou dar aulas para adolescentes carentes de escolas públicas. Estou tão empolgada!

Já foi decidido que vou dar um curso de 5 dias com mais cinco participantes no meu grupo. O tema será "bullying" e achei maravilhoso poder falar sobre isso. Fiquei espantada com a quantidade de informações e possibilidades que poderemos fazer com este tema que é algo que ocorre muito nas escolas independentemente se for pública ou privada.

No início eu queria poder falar sobre meio ambiente e sustentabilidade, mas acho bullying igualmente interessante e algo mais próximo desses adolescentes. Percebi nesse meio tempo que muita gente não sabe o que é o bullying: minha mãe, por exemplo, não sabia e ela é uma professora universitária.

A culpa não é dela. O bullying é um tema que surgiu recentemente e que também foi nomeado recentemente. Nem sequer temos uma tradução própria para essa palavra em português.

O ato de violência física ou psicológica contra uma pessoa pode ser chamado de bullying. Bully significa com algo próximo de "valentão" e bullying o ato de intimidação.

Quem nunca sofreu com o bullying que atire a primeira pedra! Um apelido pejorativo quando criança, um insolamento proposital dos coleguinhas ou difamação.

O bullying pode apresentar-se como uma brincadeira de mal gosto sem muitas consequências, mas não é bem assim. A vítima do bullying pode sofrer traumas que vão durar para sempre ou até cometer atos extremos como o "bullycídio" ou atos de revolta como aquele visto na escola de Columbine nos Estados Unidos.

Já estabelecemos o esquema de aulas e segunda vamos começar a dividir o trabalho. No momento estamos só na fase das pesquisas. Em alguns dias de apresentação também seremos avaliados por uma banca examinadora e, com isso, concorreremos ao prêmio jurídico Adroaldo Leão além das 40 horas de atividades extra-curriculares (risos). Torçam por mim!

domingo, 2 de agosto de 2009

Ajudar é sempre muito bom

Eu estava no computador (cheia de coisas pra fazer, diga-se de passagem) mas a tentação foi grande demais e li o post da Lola (que sempre traz questões muito interessantes para debate e eu adoro participar!) sobre a Semana Mundial da Amamentação.

Nunca antes havia tido consciência sobre o assunto. A mídia não faz muita questão de falar sobre isso e eu me senti tocada ao ler e tomar conhecimento. E, agora, estou orgulhosamente participando da Postagem Coletiva sobre a Semana Mundial da Amamentação. Começou no dia 1 e vai até o dia 7 de Agosto.

Quem está organizando é a Denise pelo terceiro ano consecutivo. Lendo o post da Lola eu pude também conhecer este outro blog maravilhoso! A Denise foi a primeira responsável pela coordenação da Semana Mundial da Amamentação no Brasil em 93 e depois ela coordenou o evento, internacionalmente, entre 97 e 99. Nossa! Fiquei besta e admirada quando li tudo isso no blog dela.

A iniciativa está sendo um sucesso! E eu não preciso dizer a importância da Campanha. O aleitamento materno é o ato mais importante para um bebê em formação e nesses momentos de crise e desastres ambientais ele faz a diferença. Nada substitui o leite materno e isso é fato. Proteger as nossas crianças é um dever de todos.

O tema deste ano é "Amamentação: Segurança alimentar nas Emergências". Para saber mais eu recomendo dar uma passadinha no blog da Denise ou no site.

Outra questão que a Lola colocou e que eu concordo em todos os sentidos foi sobre a Lei Maria da Penha. Todos sabem do absurdo que é bater numa mulher. Alguns pensam que ainda vivemos numa sociedade patriarcal, que o homem manda e a mulher obedece. Alguns até chegam a pensar que bater na mulher é "normal".

Não, não é normal. É uma violência e uma dor que deve machucar além do corpo físico. Uma humilhação. Os filhos assistem impassíveis, choram e se traumatizam (e só Deus sabe o quê ou como se tornará uma criança dessas). E eis que uma pequena esperança de fazer justiça surge com a Lei Maria da Penha.

O absurdo é que vem agora: a Lei não tem sido aplicada da forma que deveria. E alguns juízes (homens, obviamente) com a mentalidade retrógrada (pra não dizer outra coisa) estão contrários a Lei!

Existe uma petição para que a Lei Maria da Penha seja de fato cumprida. Leia e assine aqui a petição. Sua participação é importante e vamos dar um basta bem grande nessa situação.

Bom, eu sou ativista ambiental. Participei de algumas ONG's quando ainda estava no Colégio. Agora, infelizmente, não tenho participado e sinto muita falta daqueles tempos. A minha faculdade tem um programa de instrução para escolas carentes que vou me inscrever segunda-feira e chama-se CECI (Centro de Cidadania) e provavelmente (ainda não tenho certeza absoluta) farei um curso para essas crianças sobre o Meio Ambiente e a importância de conservá-lo.

Lá na Lola eu vi que está tendo outra petição e dessa vez é da Greenpeace para que os principais líderes mundiais participem pessoalmente da COP-15. Sabia do COP-15, mas não sabia mais uma vez sobre essa petição. Minha nossa, me senti tão desinformada do mundo! (risos)

Para quem não sabe o COP-15 é uma conferência da ONU que vai ter na cidade de Copenhagen na Dinamarca do dia 7 ao dia 18 de Dezembro sobre as mudanças climáticas que estão tendo no mundo afora. As geleiras eternas estão derretendo é só ver as fotos, mas exitem pessoas que simplesmente não querem enxergar. É assustador, mas temos que ver a realidade de frente.

Quando assisti ao documentário "Uma Verdade Inconveniente" não vou mentir que fiquei extremamente assustada, mas a vontade de fazer alguma coisa foi maior ainda. Ficar parado não dá. Pelo menos vamos assinar a petição, gente. É rapinho.

É possível fazer a diferença é só não se acomodar. E, mais uma vez, valeu Lola pelo post!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sobre pais e filhos

Eu vou recomeçar as minhas aulas na faculdade nesta segunda-feira, dia 27. Tenhos três trabalhinhos de férias pra fazer e que eu fiquei empurrando com a barriga durante todo este mês (risos). Mas antes de voltar a fazê-los (sim, eu estava fazendo-os) eu gostaria de escrever sobre algo que eu não parei de pensar desde que lembrei de uma discussão que tive numa das inúmeras aulas de Ciência Política e Direito Civil.

Nós falávamos sobre o fim da família tradicional e a ascenção da família afetiva. Resumindo: Não importa se eu tenho laços sanguíneos com você, contanto que eu lhe ame e vice-versa.

Sou completamente a favor e, de fato, eu acredito na existência da família afetiva. Quem não tem - há de ter - alguém importante que ame como a um irmão, como até mesmo a um pai ou uma mãe...

Em alguns casos, o fato de ser um parente biológico nem significa muita coisa. Mas o que eu tentei expressar no dia (e eu acho que não consegui muito bem) foi a banalização do verbo "amar".

Hoje, tudo é motivo pra casamento. "Conheço uma pessoa há um mês e vamos nos casar no próximo porque já não consigo viver sem ela". Nossa, fico até agoniada quando ouço essas
coisas...

O ser humano é algo complexo, paradoxal e ambivalente. Você acha que o conhece, mas o tempo pode trazer surpresas inesperadas.Você acredita numa ilusão que criou.

Meses ou alguns anos podem não ser suficientes para mostrar quem de fato aquela pessoa é. As vezes nem mesmo ela sabe. Eis o perigo de se relacionar às cegas.

E o que mais me deixa "revoltada" (não era bem essa palavra que eu queria usar) é quando essa banalização do verbo "amar" atinge pessoas inocentes: os filhos.

"Eu o amo e por isso quis ter um filho com ele". Ah! Qual é? Isso se chama o cúmulo do egoísmo! Uma pessoa dessas sequer está pensando na criança que vai crescer e se desenvolver, mas está vendo a criança como um objeto, a "prova de amor".

Essas emoções fulgazes, essa falta de tato nos relacionamentos levam, invariavelmente, a separação. Depois essa tal pessoa imaginária casa-se de novo e, mais uma vez, levada pelo sentimentalismo do momento, sem raciocinar, sem pensar que suas ações, agora, envolvem seu filho também.

E eis que temos um ciclo sem fim até o dia em que essa pessoa caia na real e veja que casar e ter filhos não é como brincar de casinha. Uma criança precisa de estabilidade, de pais presentes, de pessoas queridas que lhe dêem apoio e orientação.

Ter um filho nos dias de hoje é um ato de coragem que eu admiro. Eu imagino que não deva ser nada fácil. Mas, também, deve ter uma sensação de plenitude ao ver um filho crescido trabalhando, se esforçando e percerber que se tornou um homem/mulher de bem.

O certo, na minha humilde opinião, seria: "Eu o amo e estou pronta para ser mãe assim como ele está pronto para ser pai". E vice-versa...

Não se esqueçam que não se cria os filhos para si, mas para o mundo. As crianças de hoje são os adultos de amanhã e uma criança feliz e bem orientada tem muito mais chance de ser um cidadão capaz de fazer algo de positivo tanto para a sua comunidade quanto para o mundo.


Um livro muito bom que tive certo contato nas férias foi:

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes de Augusto Cury


(Sim, eu gosto de ler um pouco de tudo).